Clima tenso em Belém após morte de policial bandidos prometem revanche
Nove pessoas foram mortas, seis delas com sinais de
execução, em seis bairros de Belém na noite de anteontem, pouco após o
assassinato do policial militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo,
baleado quando chegava em casa, no bairro do Guamá. Momentos após o
crime contra o cabo, começaram a circular informações nas redes sociais
de que haveria uma chacina na região. Diversos áudios de supostos tiros
foram publicados na internet e compartilhados entre moradores da
capital, criando clima de pânico. Uma mensagem de voz chegou a ser
compartilhada por meio do aplicativo WhatsApp em que uma pessoa pedia
para que moradores do Guamá não saíssem de casa, pois um policial havia
sido morto e seria feita uma “limpeza” na área.
execução, em seis bairros de Belém na noite de anteontem, pouco após o
assassinato do policial militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo,
baleado quando chegava em casa, no bairro do Guamá. Momentos após o
crime contra o cabo, começaram a circular informações nas redes sociais
de que haveria uma chacina na região. Diversos áudios de supostos tiros
foram publicados na internet e compartilhados entre moradores da
capital, criando clima de pânico. Uma mensagem de voz chegou a ser
compartilhada por meio do aplicativo WhatsApp em que uma pessoa pedia
para que moradores do Guamá não saíssem de casa, pois um policial havia
sido morto e seria feita uma “limpeza” na área.
O sargento Rossicley Silva, da Ronda Tática Metropolitana
(Rotam) e presidente da Associação dos Praças do Estado do Pará,
publicou no Facebook uma mensagem que dizia “Convocação geral! Amigos, o
nosso irmãozinho PET (cabo Figueiredo) acabou de ser assassinado no
Guamá. Estou indo. Espero contar com o máximo de amigos. Vamos dar a
resposta”. Ontem, após a chacina, o sargento disse que as mortes
ocorreram devido a confrontos entre facções criminosas e milícias, que
estariam aproveitando o clima tenso para acertarem contas. O sargento
alegou que sua publicação foi feita num momento em que ele estava
abalado.
(Rotam) e presidente da Associação dos Praças do Estado do Pará,
publicou no Facebook uma mensagem que dizia “Convocação geral! Amigos, o
nosso irmãozinho PET (cabo Figueiredo) acabou de ser assassinado no
Guamá. Estou indo. Espero contar com o máximo de amigos. Vamos dar a
resposta”. Ontem, após a chacina, o sargento disse que as mortes
ocorreram devido a confrontos entre facções criminosas e milícias, que
estariam aproveitando o clima tenso para acertarem contas. O sargento
alegou que sua publicação foi feita num momento em que ele estava
abalado.
A Secretaria de Segurança Pública admitiu que, após a morte
do cabo, foi feita uma megaoperação em busca dos três suspeitos de terem
matado o policial, mas não assumiu nenhuma das nove mortes. O cabo
Figueiredo respondia a um processo na Justiça comum por homicídio e
estava afastado por problemas de saúde.
do cabo, foi feita uma megaoperação em busca dos três suspeitos de terem
matado o policial, mas não assumiu nenhuma das nove mortes. O cabo
Figueiredo respondia a um processo na Justiça comum por homicídio e
estava afastado por problemas de saúde.
Nem todas as vítimas da chacina haviam sido identificadas
até a noite de ontem. Entre os mortos, estavam Jefferson Cabral dos
Reis, Bruno Gemaque, cobrador de van do transporte alternativo, e
Eduardo Felipe Galúcio, adolescente de 16 anos que trabalhava na
Ceasa-PA. A namorada do jovem, Leonive Vieira, contou que estava com o
rapaz quando ele foi assassinado:
até a noite de ontem. Entre os mortos, estavam Jefferson Cabral dos
Reis, Bruno Gemaque, cobrador de van do transporte alternativo, e
Eduardo Felipe Galúcio, adolescente de 16 anos que trabalhava na
Ceasa-PA. A namorada do jovem, Leonive Vieira, contou que estava com o
rapaz quando ele foi assassinado:
— A gente foi na casa da avó dele, e fomos abordados por
várias pessoas encapuzadas. Mandaram eu soltar a mão dele e ir embora.
Eu comecei a agarrá-lo, e me puxaram pelo braço. Foi na hora que
aconteceu, que o mataram.
várias pessoas encapuzadas. Mandaram eu soltar a mão dele e ir embora.
Eu comecei a agarrá-lo, e me puxaram pelo braço. Foi na hora que
aconteceu, que o mataram.
O bombeiro Valmir Fonseca também reconheceu o corpo do filho
adotivo, Alex dos Santos Viana, que foi assassinado no bairro do
Sideral:
adotivo, Alex dos Santos Viana, que foi assassinado no bairro do
Sideral:
— Eu me espantei com o disparo. Foram para mais de 30 tiros. Os homens que fizeram isso passaram de moto.
A família de Jefferson Cabral dos Reis, de 27 anos, contou
que o jovem trabalhava em uma loja de motos que funcionava dentro de um
supermercado da capital e nunca teve envolvimento com drogas.
que o jovem trabalhava em uma loja de motos que funcionava dentro de um
supermercado da capital e nunca teve envolvimento com drogas.
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— Ele era um rapaz brincalhão, trabalhador, gostava de
festa, nunca soubemos de envolvimento com drogas — disse um dos tios da
vítima: — Não sabemos quantos tiros ele levou, mas testemunhas disseram
que eram pessoas de moto encapuzadas e tinha um carro também. Os homens
teriam chegado atirando desde longe.
festa, nunca soubemos de envolvimento com drogas — disse um dos tios da
vítima: — Não sabemos quantos tiros ele levou, mas testemunhas disseram
que eram pessoas de moto encapuzadas e tinha um carro também. Os homens
teriam chegado atirando desde longe.
Ontem à tarde, os seis bairros onde houve mortes ainda
estavam com clima tenso. Pessoas eram revistadas nas ruas, e os ônibus
só saíam com a presença da polícia. Helicópteros passaram a tarde
fazendo buscas por mais suspeitos. Vários bairros ficaram vazios, assim
como as salas de aula da Universidade Federal do Pará e de quatro
faculdades particulares. Numa entrevista coletiva, o titular da
Secretaria de Segurança do Pará, Luiz Fernandes Rocha, disse que a
população poderia sair de casa tranquila.
estavam com clima tenso. Pessoas eram revistadas nas ruas, e os ônibus
só saíam com a presença da polícia. Helicópteros passaram a tarde
fazendo buscas por mais suspeitos. Vários bairros ficaram vazios, assim
como as salas de aula da Universidade Federal do Pará e de quatro
faculdades particulares. Numa entrevista coletiva, o titular da
Secretaria de Segurança do Pará, Luiz Fernandes Rocha, disse que a
população poderia sair de casa tranquila.
O clima ainda é de tensão, pois revolta entre policiais x bandidos continua em Belém.
A população de Belem está em pânico e
preocupada, pois os bandidos ameaçaram por via áudio invadir os ônibus
de Belém e matarem todos os Policiais.
preocupada, pois os bandidos ameaçaram por via áudio invadir os ônibus
de Belém e matarem todos os Policiais.
Fotos abaixo






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