Promotoria vai Investigar Contrato de Gestão de Urnas no Maranhão

O Ministério Público Federal do Maranhão informou nesta quarta-feira
(17) que abriu investigação sobre a licitação e o contrato feitos pelo
TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão) para gestão das urnas
eletrônicas.
(17) que abriu investigação sobre a licitação e o contrato feitos pelo
TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão) para gestão das urnas
eletrônicas.
A empresa vencedora da licitação foi a Atlântica
Serviços Gerais, pertencente ao empresário Luiz Carlos Cantanhede
Fernandes. O empresário tem ligações com a família Sarney, que domina a
política local há décadas, e é amigo do candidato apoiado pelo clã para o governo estadual, o senador Lobão Filho (PMDB).
Serviços Gerais, pertencente ao empresário Luiz Carlos Cantanhede
Fernandes. O empresário tem ligações com a família Sarney, que domina a
política local há décadas, e é amigo do candidato apoiado pelo clã para o governo estadual, o senador Lobão Filho (PMDB).
O caso foi revelado pela Folha na semana passada. A Atlântica deverá
colocar 616 empregados para fazer, entre outras coisas, transporte e
armazenamento dos equipamentos, troca de máquinas com defeito,
carregamento de softwares e transmissão dos resultados para o TSE
(Tribunal Superior Eleitoral).
O procurador federal José Raimundo
Leite Filho pediu ao TRE-MA cópia integral do processo licitatório e do
contrato com a firma. Ele também notificou a empresa para que, no prazo
de dez dias, se manifeste sobre a denúncia.
Na última quinta
(11), o presidente do TSE, Dias Toffoli, negou pedido do PC do B do
Maranhão para que fosse anulada a licitação que contratou a empresa
Atlântica para prestar serviços relacionados às urnas do Estado no dia
da eleição.
Toffoli disse que problemas formais apontados pelo PC
do B na licitação “carecem de cabal comprovação”. Para ele, “a alegada
amizade íntima” Lobão-Fernandes “não é suficiente para declarar a
suspeição de tal empresa”.
O ministro também disse que o
acolhimento da petição neste momento inviabilizaria o pleito, o que é,
“por si só”, suficiente para sua rejeição.
ELEIÇÕES APERTADAS
O histórico de eleições locais apertadas potencializa a preocupação do candidato do PC do B, Flávio Dino.
Em 2010, Roseana Sarney foi eleita no primeiro turno por uma vantagem de menos de 2.500 votos, 0,08% do total.
Na época, a avaliação era de que ela correria risco de perder se
disputasse segundo turno. Em 2006, Roseana havia ficado a um passo de
ser eleita no primeiro turno, com 47,2%. Mas na etapa final perdeu para
Jackson Lago (PDT), que saltou de 34,4% para 51,8%.



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