Juiz e promotor são expulsos por motoqueiros da Cidade de Arame – MA
Um juiz e um promotor de Justiça foram expulsos nesta terça-feira de
Arame, cidade a 476 quilômetros de São Luís, por motoqueiros que faziam
uma manifestação contra o uso de capacete na cidade.
Arame, cidade a 476 quilômetros de São Luís, por motoqueiros que faziam
uma manifestação contra o uso de capacete na cidade.
A cidade de
Arame só tem um policial militar. O juiz Holídice Cantanhede Barros e o
promotor Carlos Róstão Martins Freitas, ambos titulares da comarca de
Grajaú, mas que respondem por Arame, solicitaram ao comandante do
Batalhão de Grajaú que enviasse reforço.
Arame só tem um policial militar. O juiz Holídice Cantanhede Barros e o
promotor Carlos Róstão Martins Freitas, ambos titulares da comarca de
Grajaú, mas que respondem por Arame, solicitaram ao comandante do
Batalhão de Grajaú que enviasse reforço.
Os dois policiais
militares que foram ao local aconselharam os magistrados a deixar a
cidade, pois disseram que não teriam condições de garantir a segurança.
Os motoqueiros comemoraram a saída com uma salva de foguetes.
militares que foram ao local aconselharam os magistrados a deixar a
cidade, pois disseram que não teriam condições de garantir a segurança.
Os motoqueiros comemoraram a saída com uma salva de foguetes.
– Trata-se de uma norma que visa preservar a segurança do condutor da moto e da própria população – afirmou Holídice Barros.
O caso foi levado pela Associação dos Magistrados do Maranhão (Amma) à Presidência do Tribunal de Justiça.
Para
o presidente da Amma, Gervásio Protásio dos Santos, o Maranhão está à
beira da barbárie por absoluto descaso do governo do estado em relação à
segurança pública.
o presidente da Amma, Gervásio Protásio dos Santos, o Maranhão está à
beira da barbárie por absoluto descaso do governo do estado em relação à
segurança pública.
– O que aconteceu em Arame foi uma afronta ao Estado de Direito, com a vitória da barbárie em detrimento da lei -disse Protásio.
Ouvido
pelo GLOBO no fim da manhã desta quarta-feira, o juiz Holídice Barros,
que está em Grajaú, disse que chegou a sentir medo quando um grupo de
motoqueiros fez um “buzinaço” em frente ao Fórum de Arame, no início da
tarde de terça-feira, momentos antes de ele o promotor deixarem a
cidade.
pelo GLOBO no fim da manhã desta quarta-feira, o juiz Holídice Barros,
que está em Grajaú, disse que chegou a sentir medo quando um grupo de
motoqueiros fez um “buzinaço” em frente ao Fórum de Arame, no início da
tarde de terça-feira, momentos antes de ele o promotor deixarem a
cidade.
– Mas maior do que o medo é a indignação, o ultraje por
sermos expulsos por querer trabalhar, cumprir nosso papel e fazer com
que fosse respeitada uma norma que visa preservar a segurança do
condutor da moto e da própria população.
sermos expulsos por querer trabalhar, cumprir nosso papel e fazer com
que fosse respeitada uma norma que visa preservar a segurança do
condutor da moto e da própria população.
O magistrado disse que,
“apesar da barbárie”, vai voltar a Arame “mais estimulado para
trabalhar”. Segundo o juiz, o Estado tem que dar mais policiais e mais
estrutura para eles se manterem em Arame.
“apesar da barbárie”, vai voltar a Arame “mais estimulado para
trabalhar”. Segundo o juiz, o Estado tem que dar mais policiais e mais
estrutura para eles se manterem em Arame.
– Deveríamos ter ao
menos seis policiais militares e dois civis, mas eles não permanecem na
cidade porque às vezes nem comida têm.
menos seis policiais militares e dois civis, mas eles não permanecem na
cidade porque às vezes nem comida têm.



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