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Câmara pede ao STF para julgar com urgência liminar sobre Donadon

Câmara pede ao STF para julgar com urgência liminar sobre Donadon

                          
Ministro do STF suspende decisão que manteve mandato de deputado condenado
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),
afirmou nesta segunda-feira (2), por meio de nota oficial, que irá
solicitar que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgue
urgentemente a liminar (decisão temporária) concedida pelo ministro Luís
Roberto Barroso que suspendeu os efeitos da sessão que rejeitou cassar o
mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO).


A decisão de Barroso vale até que o plenário do Supremo julgue em
definitivo o pedido de suspensão dos efeitos da sessão, formulado pelo
líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP).


“A presidência da Câmara dos Deputados solicitará a urgente decisão do
pleno do Supremo Tribunal Federal sobre o mérito da questão [liminar de
Barroso]. Ressalte-se que o sr. Natan Donadon já foi afastado do
exercício do mandato e o suplente empossado”, diz a nota.


No pedido ao Supremo, Sampaio argumentou que, como Donadon foi
condenado pelo STF, perdeu os direitos políticos e, com isso, não
caberia mais ao plenário da Câmara decidir sobre a perda de mandato.
Para o parlamentar, a mesa da Câmara teria simplemente que decretar a
cassação, cumprindo a decisão do Supremo ao condenar Donadon.


Ao conceder a liminar, o ministro deu prazo de dez dias para que a
Câmara dos Deputados e a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestem
sobre o caso, informando os motivos pelos quais o requerimento de
cassação foi levado à votação no plenário. Depois que as informações
chegarem, Barroso enviará o processo para julgamento pelo plenário do
STF. Não há data para que isso aconteça.


Henrique Alves foi informado sobre a liminar ao desembarcar em
Brasília, no final da tarde. Assim que soube da decisão, se dirigiu ao
gabinete do vice-presidente da República, Michel Temer. Ele deixou o
escritório da Vice-Presidência por volta das 18h30 e foi para sua
residência oficial, onde se reuniu com o secretário-geral da Câmara,
Mozart Viana, e assessores jurídicos da Casa.

Plenário preservou mandato
Na semana passada, em votação secreta, 233 deputados se manifestaram a
favor da cassação, mas para isso eram necessários pelo menos 257 votos.
Outros 131 deputados votaram pela manutenção do mandato de Donadon e 41
se abstiveram.


Mesmo com o resultado, o presidente da Câmara, Henrique Alves
(PMDB-RN), declarou o afastamento de Donadon, devido ao cumprimento de
pena de prisão em regime fechado, e deu posse ao suplente Amir Lando
(PMDB-RO).


O parlamentar está preso desde 28 de junho no Complexo Penitenciário da
Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 13 anos devido à condenação em
2010 por peculato e formação de quadrilha pelo Supremo – Donadon nega
as acusações.


Leia abaixo a íntegra da nota da Câmara:

A Presidência da Câmara dos Deputados tomou conhecimento da liminar
proferida pelo ministro Luís Roberto Barroso, a quem manifesta profundo
respeito e consideração.

A Presidência da Câmara dos Deputados solicitará a urgente decisão
do Pleno do Supremo Tribunal Federal sobre o mérito da questão.
Ressalte-se que o sr. Natan Donadon já foi afastado do exercício do
mandato e o suplente empossado.

Assessoria de Imprensa da Presidência da Câmara dos Deputados

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