Faltando pouco tempo para novas eleições, começam a surgir “Os Milagres”, famosas obras eleitoreiras
A disputa eleitoral já começou e as prefeituras correm contra o tempo para mostrar serviço. É muito comum nesta época pipocarem obras e obras, principalmente em ruas, estradas, viadutos e algumas pinturas, que são mais visíveis ao eleitorado. Todas as intervenções são importantes, com certeza, mas as carências são antigas e não precisava deixar tudo para a última hora. Aliás, precisava sim. Para ganhar votos.
O resultado dessa concentração de obras em meses que antecedem a corrida eleitoral gera inúmeras dúvidas no eleitorado menos esclarecido. Apesar da necessidade, a maioria das intervenções só ocorre de quatro em quatro anos, quando há a corrida eleitoral.
A empreitada é tamanha que muito político até inaugura obra inacabada. Sempre nessa época os nervos se afloram, principalmente entre os mais fanáticos. Aqueles candidatos que fizeram da política uma profissão se preocupam com a reeleição para não perder o que conquistaram de benesses na política.
Quanto mais se aproxima a campanha eleitoral, mais obras surgem nas cidades. Este tipo de ação, corriqueira na política nacional, é chamada de obra eleitoreira. A finalidade é bem clara: mostrar ao povo que a administração trabalha pelo desenvolvimento da cidade.
Em muitos casos são obras que estavam paradas ou propositalmente atrasadas. Este tipo de expediente causa a falsa impressão de trabalho, gera prejuízos aos cofres públicos e para as obras que são feitas a “toque de caixa”. Além disso, prefeitos não foram eleitos para governar nos últimos meses do mandato, mas quatro anos.
Em muitos casos são obras que estavam paradas ou propositalmente atrasadas. Este tipo de expediente causa a falsa impressão de trabalho, gera prejuízos aos cofres públicos e para as obras que são feitas a “toque de caixa”. Além disso, prefeitos não foram eleitos para governar nos últimos meses do mandato, mas quatro anos.
O fato é que muitas obras em estradas afora causam transtornos evitáveis para o cidadão durante sua execução. Um mínimo de planejamento e boa vontade pública evitariam esse volume concentrado. Mas faz parte do marketing político transformar as cidades em um canteiro de obras nesta época. A memória do eleitor é curta e não se pode correr o risco de ele não se lembrar de algo importante feito no início do mandato. Parece que isto dá certo. Um prefeito pode ficar mais de três anos enrolando, sem nada fazer, mas se trabalha no final, faz ponte, reforma estradas, pinta a praça e arruma os canteiros cai no gosto do eleitorado e volta para mais quatro anos no poder. Essa é a democracia brasileira. A memória curta e a falta de informação do eleitor perpetuam no poder o político enrolão.
Há quem diga que essa eleição vai ser diferente. As falcatruas apuradas na Lava Jato e outras denúncias estão deixando muitos políticos mais criteriosos, e o eleitor mais atento. Mas será que na hora de votar isso vai ser considerado? Será que os interesses particulares, quer dos políticos, quer dos eleitores não vão prevalecer mais uma vez? Será que os escândalos divulgados vão contribuir para que haja uma escolha melhor nessas eleições? Dizem os analistas que para mudar a conduta de determinados políticos, é não os reelegendo. E isso quem faz é o eleitor. Não haverá mudanças de comportamento dos políticos, se o eleitor também não mudar sua forma de votar, pensar maior e não nos interesses particulares ou estritamente partidário.





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