O instrutor de voo livre havia sido preso em 2004, ao tentar entrar na
Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa
delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de
Jacarta. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois
acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de
morte.
Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi;
Daniel Enemuo, nigeriano, e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra
vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de
Java.
A presidente Dilma Rousseff divulgou nota em que disse estar consternada e indiguinada
com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia.
O embaixador do Brasil em Jacarta, segundo a nota, será chamado para
consultas.
Na linguagem diplomática, chamar um embaixador para consultas
representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Na
sexta-feira, a presidente Dilma fez um apelo por telefone ao governante
da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida de Archer, mais não foi atendida.
Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a
Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei
indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”,
segundo nota da Presidência.
Antes da execução, em entrevista à GloboNews, o ex-cônsul do Brasil em
Bali Renato Vianna explicou que Archer e os demais condenados à morte
seriam transferidos para um lugar próximo à penitenciária e depois de fuzilado por 12 atiradores.
Questionado sobre outros brasileiros anteriormente condenados pelo
mesmo motivo na Indonésia e que conseguiram se livrar da pena de morte,
Vianna destacou que, no período, as penas não eram tão rígidas com
relação às drogas. Explicou ainda que a legislação foi mudada há uns 15
anos.

restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de
maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na
cadeia”, afirmou. Ele acrescentou que há 138 pessoas para serem
executadas – metade são estrangeiras.
As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as
mais rígidas do mundo e contam com o apoio da população. “Com isso [as
execuções], mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do
narcotráfico. Não há clemência para os traficantes”, relatou à imprensa
local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.
Indonésia, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também por tráfico de
cocaína.









