Crise na Líbia faz petróleo aumentar e consumidores é que devem pagar
O aumento do preço do petróleo não é ruim apenas para quem tem carro. O reajuste do combustível, por exemplo, afeta o custo dos alimentos.
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A Líbia é o primeiro país exportador de petróleo importante a ser atingido pela turbulência política no norte da África e no Oriente Médio, e o preço dessa instabilidade pode ser pago pelos consumidores.
O agravamento da violência na Líbia fez com que várias companhias estrangeiras produtoras de petróleo suspendessem as operações no país. Apesar de produzir apenas 2% do petróleo consumido no mundo, a Líbia tem a maior reserva do continente africano. E há o receio de que as tensões no Oriente Médio cheguem à Arábia Saudita, que tem a maior reserva de petróleo do mundo.
Juntos, os países árabes e o Irã produzem quase 29% de todo o petróleo consumido no planeta. Nessa área, estão concentrados quase 60% das reservas mundiais.
Nesta quarta-feira (23), o valor do barril em Nova York chegou a passar de US$ 100, coisa que não acontecia desde outubro de 2008.
O aumento do preço do petróleo não é ruim apenas para quem tem carro. O reajuste do combustível, por exemplo, afeta o custo dos alimentos. No Brasil, mais da metade da safra agrícola é transportada por caminhões, que usam diesel, derivado do petróleo, sem falar nos tratores e máquinas usadas na agricultura. Por isso, a alta do petróleo afeta o orçamento de todo mundo, ninguém escapa.
O impacto não é imediato. No Brasil, por exemplo, a Petrobras tem uma política de não repassar imediatamente os reajustes no mercado internacional, mas, se a tendência de alta durar, diz um analista, os aumentos fatalmente acontecerão.










