No
dia 13 de novembro de 2103 o Ministério Público do estado do Maranhão,
por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Porto Franco, especializada na
Defesa da Infância e Juventude, através do Promotor de Justiça Newton
Bello Neto, com o auxílio do Conselho Tutelar, da Polícia Militar, e de
assistente social e de psicóloga do
Município, empreendeu operação no sentido de identificar situações em
que crianças exercem trabalho infantil nas redondezas da rodoviária de
Porto Franco.
A operação foi originada após o recebimento de
denúncias no sentido da existência de trabalho infantil exercido por
algumas crianças, trabalho este consistente em venda de produtos
alimentícios e outros aos passageiros que embarcam e desembarcam naquele
terminal.
O objetivo primordial das ações empreendidas foi
identificar e tirar as crianças da situação de risco em que se
encontravam, notificar os pais, realizar a entrega formal dos menores,
com a obrigação de efetuar a matrícula em rede municipal de ensino, caso
ainda não realizadas, bem como acompanhar a frequencia e o rendimento
escolar de forma constante, tudo isso em parceria com o Conselho Tutelar
local.
Além do objetivo principal mencionado, a ação pretendeu
identificar possíveis agentes exploradores das atividades das crianças,
ou seja, os fornecedores dos produtos vendidos pelas mesmas aos
consumidores finais, no sentido da responsabilização cível e criminal de
todos, o que será apurado em procedimento próprio, sem prejuízo do
resultado do inquérito policial já instaurado pela Polícia Civil por
requisição da Promotoria de Justiça.
Foram identificadas
algumas crianças exercendo a venda de produtos alimentícios, porém,
testemunhas afirmaram a existência de muitas outras que hora ou outra
exercem tal atividade no local. As crianças identificadas foram
encaminhadas ao Conselho Tutelar e os pais notificados a comparecerem na
Promotoria de Justiça para prestarem esclarecimentos. Alguns supostos
fornecedores dos produtos, indicados por testemunhas, também foram
notificados a comparecerem na Promotoria.
“A ação conjunta do
Ministério Público com o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, pretendeu
também inibir a ocorrência de novos casos, na medida em que potenciais
aliciadores e pais desidiosos tomam ciência do fato de que as
autoridades competentes estão em constante fiscalização e vigilância, e
que agirão prontamente no sentido da responsabilização cível e criminal
dos causadores ou facilitadores das situações mencionadas. Operações
semelhantes serão constantemente realizadas pela Promotoria de Justiça,
com o auxílio dos demais órgãos citados, no objetivo de exercer o
contínuo combate à exploração de trabalho infantil na região.”
Informações, 2ª Promotoria de justiça de Porto Franco, promotor Newton Bello Neto/ titulo alterada pelo Jornal Regional
VEJA MAIS NOTÍCIAS AQUI










